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Diferenças entre emoção e sentimento e entre raiva e ódio

[mais inteligente]

Pessoas sem vocabulário para narrar para si mesmas como seus próprios pensamentos, sentimentos e emoções gradativamente afetam seus estados interiores tendem a exagerar a influência de fatores externos, incontroláveis por elas, sobre sua sensação de bem-estar. Por isso, são menos felizes.



A capacidade de expressar com exatidão nossas experiências é o que nos permite pensar bem (Se isso ainda não está claro para você, clique aqui e leia o post sobre essa relação). Por esse motivo, a incapacidade de dizer para si mesmo o que está sentindo causa a incapacidade de refletir sobre seu mundo interior, o que conduz a problemas emocionais. Pessoas incapazes de narrar como seus próprios pensamentos, sentimentos e emoções gradativamente afetam seus estados interiores tendem a exagerar a influência de fatores externos, incontroláveis por elas, sobre sua sensação de bem-estar.


Dessa forma, adquirir o vocabulário para narrar nossos estados interiores é questão de seriedade mortal. Para conseguir isso, a primeira coisa é distinguir sentimentos e emoções. As emoções surgem quando uma determinada situação nos afeta de modo integral, com reações tanto na alma quanto no corpo, sempre mais intensas que sentimentos, mas sempre de curta duração. Os sentimentos, por sua vez, são menos intensos, muito mais duradouros e não se acompanham de manifestações corporais tão intensas (Por isso, é muito mais fácil esconder sentimentos do que emoções).


Ódio não é uma raiva muito intensa, como algumas pessoas imaginam. Raiva é uma emoção, ódio é um sentimento.

Essa diferença pode ser percebida, por exemplo, na distinção entre raiva e ódio. Ódio não é uma raiva muito intensa, como algumas pessoas imaginam. Raiva é uma emoção, ódio é um sentimento. A raiva toma conta de nossa mente, levando-nos a um intenso desejo de fazer mal à outra pessoa (agredi-la física ou verbalmente), ao mesmo tempo em que se reflete em nosso corpo, aumentando batimentos cardíacos, deixando o rosto avermelhado, fazendo-nos tremer etc.


O ódio também envolve o desejo de que alguém ou alguma coisa sofra males ou mesmo deixe de existir, mas ele não surge como uma reação repentina, é longamente cultivado pelos pensamentos. Ele, em geral, é construído pelo hábito de exagerar mentalmente a gravidade de defeitos ou de males praticados pela pessoa ou coisa odiada, assim como de diminuir mentalmente as qualidades ou os benefícios recebidos dessa pessoa ou coisa.


Enquanto a raiva sempre ocorre na presença do objeto odiado ou de seus efeitos, os pensamentos que cultivam o ódio, na maioria das vezes, se manifestam em outros momentos, na ausência da pessoa ou do resultado de seus atos.


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