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Cargo é uma coisa, poder é outra.

Sem compreender essa diferença, não é possível fazer análise estratégica.



Poder é a capacidade de determinar os atos de outras pessoas. Alguém tem muito poder, quando muita gente o obedece. Nem sempre é fácil identificar quem de fato detém o poder, numa situação estratégica. Muita gente confunde cargo e poder. Não percebem que há ocupantes de cargos de grande poder nominal que têm muito pouco poder real; e pessoas sem cargo algum que têm enorme poder.


No seu livro de 1956, A Elite do Poder, o sociólogo Charles Wright Mills, um dos mentores da New Left, fez uma espécie de mapa da estrutura real de poder nos Estados Unidos. A estrutura que encontrou tomou a forma de uma complicada rede de grupos, famílias dinásticas (que financiam partidos e detêm grande poder, há 100 ou 200 anos), empresas, serviços secretos (oficiais e extraoficiais), seitas, clubes, igrejas, círculos de relacionamentos pessoais (incluindo amantes), organizações políticas (que não fazendo parte do governo, são importantes para dizer quem vai fazer parte do governo) etc.


Essa é uma distinção necessária para que se possa identificar quem são os verdadeiros agentes, os verdadeiros sujeitos, numa dada situação.


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