Leia, comente, compartilhe.

Escrever bem é um dos principais componentes da liderança

Não basta escrever bem para ser líder, mas não há verdadeiro líder que escreva mal.


Ao todo, sete presidentes americanos são reconhecidos também como escritores de altíssimo nível (Jefferson, Madison, John Adams, Lincoln, Ulysses Grant, Jimmy Carter e Ronald Reagan), pessoas que poderiam ganhar a vida produzindo literatura, se não tivessem se tornado políticos.


Abraham Lincoln, presidente americano durante a Guerra de Secessão, é considerado um dos grandes autores da Língua Inglesa. Theodore Roosevelt, outro presidente americano, escreveu, aos 24 anos, uma história naval da Guerra de 1812, entre Estados Unidos e Inglaterra, considerada até hoje como um marco na história militar; além de cerca de 50 livros em temas como história, política, caçadas, natureza e autobiografia. Os diários de Ronald Reagan, presidente americano entre 1981 e 1989, são considerados uma obra literária de alta qualidade.


Mas, isso não acontece apenas nos Estados Unidos, Winston Churchill, o Primeiro-Ministro inglês considerado um dos maiores heróis de sua nação, que assumiu o cargo num país sem esperança e levou-o à vitória sobre as forças de Hitler, era não apenas político, mas também grande historiador e escritor, agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura. E qualquer um que leia o Memórias de Guerra, do general Charles De Gaulle, que governou a França, perceberá facilmente que está lidando com um escritor de primeira grandeza.


O mesmo ocorre com diversos líderes religiosos. Não há quem leia a Bíblia e não perceba o altíssimo nível literário. Por exemplo, no capítulo XIII da Primeira Carta de aos Coríntios, São Paulo escreve:


"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta..."


Que crítico literário ousaria dizer que isso não é literatura de alto nível? E, se algum ousar, peça-lhe que escreva algo melhor. Logo verá um ser humano empertigado desaparecer como fumaça.


Mas, será que nos negócios também acontece isso? Os grandes líderes de negócios são geralmente bons escritores? No livro "Os Magnatas", em que conta a história dos empresários americanos que foram os homens mais ricos do mundo, entre o fim do século XIX e o começo do XX, Charles R. Morris, mostra que a resposta é sim.


Por exemplo, sobre Andrew Carnegie, que teve origem pobre (quando criança trabalhou como catador de carretéis), e ainda jovem tornou-se o "rei do aço" americano, dono de siderúrgicas, Morris diz:


"Carnegie tinha um talento espetacular.. que simplesmente superava todos os outros. Também tinha lido muito mais que a sua geração, com um gosto adquirido, mas autêntico, pela arte e a cultura, e um texto com estilo atraente. Na verdade, ele constantemente se perguntava se não estaria desperdiçando seus talentos nos negócios..." (p. 31)


E sobre Jay Gould, que também teve um começo de vida pobre e tornou-se o "rei das ferrovias" nos Estados Unidos, Morris diz:


"Ele se virou praticamente sozinho desde os treze anos, quando seu pai o matriculou em uma escola secundária e o deixou lá com uma pilha de roupas e cinquenta centavos. Jay logo arranjou um emprego de meio expediente como guarda-livros autodidata e também demonstrou ser um aluno excelente, com um gosto verdadeiro pela literatura e um texto de estilo surpreendentemente maduro. Ele aprendeu agrimensura sozinho e, aos dezessete anos, parece que era o principal agrimensor do condado..., durante o processo, publicou uma competente história do condado" (p.40).


Os exemplos de líderes que eram excelentes escritores poderiam ser acrescentados indefinidamente: de Júlio César ao imperador Marco Aurélio, de Napoleão Bonaparte ao general Montgomery, de Martin Luther-King a M. K. Gandhi, a lista é interminável.


Para compreender o porquê dessa coincidência de talentos ser tão frequente, vale a pena assistir o vídeo da consultora de negócios americana, Suzanne Bates, a seguir:




Não há dúvida, portanto, de que líderes são sempre bons escritores. A confusão que surge a esse respeito algumas vezes, porém, se deve apenas ao fato de que a mídia, frequentemente, atribui o status de líder a meros fantoches, que repetem o que outros lhes mandam, passando-se por líderes, apenas para manter em segredo quem realmente domina a ação, quando isso é conveniente.


Quer se tornar um excelente escritor? Então, clique na figura, abaixo, para fazer parte de nossa lista de e-mails. Nela, ensinamos o passo-a-passo de como se tornar um verdadeiro escritor.

9 visualizações0 comentário